O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) quebrou o silêncio e manifestou-se oficialmente sobre as recentes denúncias que conectam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O centro da controvérsia é o suposto financiamento do filme Dark Horse, obra documental que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota pautada pelo tom de cautela, mas com cobranças incisivas, o parlamentar sul-mato-grossense defendeu que o momento exige “serenidade, transparência e responsabilidade”. Ovando criticou o que chama de “condenação por manchetes”, mas alertou que a gravidade dos fatos não permite omissão.
“Não se pode ignorar fatos graves quando há valores expressivos, personagens públicos e um banqueiro investigado em um dos maiores escândalos financeiros recentes do país”, pontuou o deputado.
Ética e rigor na apuração
Um dos pontos mais marcantes do posicionamento de Dr. Luiz Ovando foi o chamado à coerência dentro do espectro político da direita. Para o deputado, a preservação dos valores morais deve estar acima de alianças partidárias ou conveniências ideológicas.
- Compromisso com a Verdade: Ovando defende que a apuração seja rigorosa e sem “espetáculo político”.
- Isonomia: O parlamentar destacou que a direita não pode repetir os erros e vícios que historicamente criticou na esquerda.
- Transparência: “Quem não deve, não teme investigação séria. E quem acusa, precisa apresentar provas consistentes”, afirmou.
Alerta contra “Cortinas de Fumaça”
O deputado também demonstrou preocupação com a possibilidade de o caso ser utilizado para proteger outros envolvidos. Segundo ele, o episódio não deve servir de pretexto para blindar atores políticos ou financeiros ligados ao imbróglio do Banco Master.
Ao final de sua manifestação, Dr. Luiz Ovando reforçou que o Brasil exige o fim da seletividade nas investigações. “Que se investigue tudo, todos e até o fim. O Brasil não suporta mais uma República em que escândalos são tratados conforme a conveniência ideológica do momento”, concluiu.
A nota repercute no Congresso Nacional em um momento de pressão sobre a ala bolsonarista, que busca equilibrar o apoio ao ex-presidente com as cobranças por lisura no uso de recursos e relações com o setor financeiro.


