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quinta-feira, abril 30, 2026
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Rejeição ao STF expõe desgaste institucional e pode abrir caminho para “correção de rumo”, diz Ovando

O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) afirmou que a rejeição, pelo Senado, de uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) representa um marco histórico e pode servir de ponto de partida para uma “faxina” institucional no país.

Segundo ele, o episódio rompe um silêncio de mais de um século e sinaliza uma mudança no comportamento das instituições diante da pressão da sociedade.

“O Senado falou. E falou alto”, declarou o parlamentar, ao destacar que, pela primeira vez em 132 anos, uma indicação ao STF foi rejeitada.

Para Ovando, o fato evidencia o desgaste de um sistema que, em sua avaliação, teria se distanciado da população ao longo dos anos.

O deputado ressaltou que sua posição não se trata de um ataque pessoal ao indicado, cuja qualificação ele reconhece, mas sim de um posicionamento institucional.

“A decisão do Senado é legítima, soberana e carrega um recado claro: o Brasil não aceita mais indicações que não representem confiança plena da sociedade”, afirmou.

Ovando também lembrou que, desde a redemocratização, em 1988, nunca havia ocorrido uma rejeição desse tipo, o que reforça o caráter histórico do episódio.

Para ele, o momento indica que “algo muito maior está em movimento” no cenário político nacional.

Na avaliação do parlamentar, a decisão deve ser interpretada como uma oportunidade de mudança. “Que esse episódio não seja apenas uma derrota pontual. Que seja o início de uma correção de rumo”, pontuou.

O deputado defendeu ainda que o STF retome um papel mais restrito à sua função constitucional. “O Supremo precisa voltar a ser guardião da Constituição, não protagonista político”, disse.

Por fim, Ovando afirmou que a reação das instituições à cobrança da sociedade é um sinal positivo para a democracia. “O Brasil exige equilíbrio, respeito e justiça de verdade. E quando as instituições são cobradas, a democracia respira”, concluiu.

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