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O futuro das finanças digitais e a segurança jurídica: Kezia Miranda explica o sucesso do BDM Digital

O mercado financeiro global passa por uma transformação silenciosa, migrando de forma acelerada do papel-moeda físico para as plataformas digitais. Em uma entrevista vibrante ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, a advogada e diretora jurídica Kezia Miranda compartilhou sua visão especializada sobre o cenário de criptoativos, inovação tecnológica e conformidade regulatória no Brasil.

Com mais de uma década e meia de advocacia e seis anos dedicados exclusivamente às finanças digitais, Kezia — formada pela UFMS — lidera hoje a estruturação jurídica do Grupo BDM, uma iniciativa que nasceu em Mato Grosso do Sul e hoje alcança projeção internacional através da tecnologia blockchain.

O que é o BDM Digital e qual o seu diferencial?

Questionada sobre o que diferencia o BDM Digital das instituições bancárias tradicionais e das criptomoedas comuns, a advogada explicou de maneira didática os conceitos de blockchain e tokens.

“Pensamos na blockchain como uma espécie de livro razão contábil digital, onde não há como alterar ou apagar uma transação depois de registrada. Isso traz auditabilidade, segurança e rastreabilidade total para o sistema,” pontuou Kezia.

Diferente do Bitcoin, que funciona como um ativo de alta volatilidade voltado à especulação, o BDM Digital é classificado como um token de utilidade. Ele possui estabilidade e um ecossistema sólido composto por mais de 25 empresas e fundos de investimentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que garante o chamado lastro (segregação patrimonial). Essa solidez é refletida em números: criado em 2020 valendo R$ 3,00, o ativo digital valorizou-se de forma consistente e segura, aproximando-se da marca de R$ 15,00.

A Linha do Tempo e a Diferença entre Tecnologias

Para melhor compreensão dos usuários, a diretora jurídica esclareceu a separação estrutural dentro do ecossistema para atender às rigorosas e dinâmicas normas do Banco Central:

• BDM Digital: É a base tecnológica e embrionária do projeto, focada na emissão e circulação do token de utilidade baseado em blockchain.

• BDM Bank: Uma estrutura paralela e independente configurada como banco digital tradicional, focada na movimentação de moeda fiduciária (Real) e liquidação de pagamentos.

• BDM Corp: Braço corporativo internacional responsável por garantir a conformidade cambial e a legalidade em remessas internacionais de valores.

Kezia também fez um alerta sobre os prazos regulatórios nacionais: até outubro, todas as empresas de ativos virtuais no Brasil precisam cumprir rígidos requisitos estipulados pelas autoridades para obter autorizações definitivas de funcionamento. O Grupo BDM, segundo ela, já adota padrões bancários internacionais de compliance e políticas de KYC (Know Your Customer / Conheça seu Cliente) desde a sua fundação, exigindo biometria e documentação rigorosa para proteger os investidores.

O Avanço dos Golpes Virtuais e a Engenharia Social

A rápida inclusão financeira gerou impactos colaterais. Dados trazidos na entrevista apontam que, entre 2019 e o ano corrente, mais de 40% da população brasileira foi bancarizada através do acesso à internet e celulares. No entanto, esse avanço veio acompanhado de um aumento expressivo em crimes cibernéticos sofisticados.

A especialista revelou que atualmente, de cada 10 registros de ocorrências nas delegacias de Campo Grande (DEPAC), cerca de 8 a 9 envolvem golpes de engenharia social — tática onde criminosos usam informações públicas de redes sociais para simular histórias e enganar vítimas de todas as faixas etárias.

Kezia citou um caso real atendido por seu escritório em Campo Grande, no qual criminosos invadiram o sistema Gov.br de um cidadão, utilizaram inteligência artificial para criar um deep fake da selfie de verificação da vítima e tentaram retirar um carro zero quilômetro em uma concessionária.

“Precisamos urgentemente de mais políticas públicas voltadas à educação digital. O cidadão comum precisa aprender a certificar quem está do outro lado da tela antes de realizar qualquer transação,” defendeu a advogada, cobrando maior atuação educativa de órgãos como o Banco Central e a Receita Federal.

Dica para o Investidor

Para aqueles que desejam ingressar no universo dos ativos digitais com segurança, a recomendação primordial da especialista é estudar a “certidão de nascimento” do ativo, conhecida no meio técnico como White Paper. Este documento detalha todo o direcionamento estratégico, as metas socioeconômicas e o histórico da moeda.

Kezia encerrou a entrevista deixando um conselho prudente de planejamento familiar para os ouvintes: “O investidor precisa entender o seu próprio perfil e nunca colocar todos os ovos na mesma cesta. É essencial parar um momento da semana, analisar as planilhas, colocar os gastos na ponta do lápis e separar uma fatia consciente para construir um futuro financeiro confortável e tranquilo”.

Os canais oficiais e informações de suporte do BDM Digital podem ser localizados diretamente através dos mecanismos de busca na internet ou pelo perfil oficial da marca no Instagram.

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