O senador Nelsinho Trad (PSD) encaminhou um acordo para desistir da disputa à reeleição ao Senado e passar a integrar a chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) como primeiro suplente nas eleições de 2026. A definição foi construída durante reunião realizada nesta sexta-feira (31), com lideranças da base aliada do governador Eduardo Riedel (PP), em Campo Grande.
Embora o entendimento político esteja praticamente consolidado, a decisão ainda depende de uma conversa entre Nelsinho e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O senador pretende apresentar ao dirigente partidário os motivos que o levaram a rever sua candidatura antes de oficializar o anúncio.
Participaram do encontro o governador Eduardo Riedel, o ex-governador Reinaldo Azambuja, a senadora Tereza Cristina (PP), os deputados federais Beto Pereira (Republicanos) e Rose Modesto (União Brasil), o deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), o ex-senador Waldemir Moka (MDB), além do próprio Nelsinho Trad.
De acordo com relatos de participantes da reunião, o senador afirmou que sua principal motivação para recuar da disputa é preservar a unidade do grupo político que sustenta a candidatura à reeleição de Eduardo Riedel. A avaliação entre os aliados é que a permanência de Nelsinho na corrida ao Senado, sem uma composição com os demais partidos da aliança, poderia fragmentar a base governista.
Nos bastidores, integrantes do grupo entendem que uma candidatura isolada pelo PSD teria poucas condições de viabilizar alianças, uma vez que o PL já definiu Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como seus candidatos ao Senado. Com isso, restaria ao senador disputar a eleição de forma independente, cenário considerado politicamente desfavorável.
Ainda durante a reunião, Reinaldo Azambuja teria informado aos presentes que Nelsinho manifestava o desejo de permanecer no projeto político liderado por Riedel, mas encontrava dificuldades para compatibilizar sua candidatura com a legislação eleitoral e a composição da chapa majoritária.
Como alternativa para manter o PSD no bloco governista, as lideranças construíram a proposta para que Nelsinho assuma a primeira suplência de Reinaldo Azambuja, preservando sua participação no grupo sem provocar uma disputa interna entre os aliados.
O encontro também abordou a sucessão presidencial. Segundo participantes, Nelsinho defendeu que a coligação mantenha, em Mato Grosso do Sul, uma estrutura própria de apoio à candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), nome apoiado nacionalmente pelo PSD.
Caso a conversa com Gilberto Kassab confirme o entendimento, a base governista encerra uma das principais pendências da formação da chapa majoritária para 2026, consolidando a estratégia de manter unidas as legendas que apoiam o projeto de reeleição do governador Eduardo Riedel.


