Com 45 anos de atuação na vida pública, Roberto Hashioka disputa uma vaga de deputado federal por Mato Grosso do Sul apostando na experiência acumulada em cargos de gestão e na ausência de processos relacionados à corrupção ao longo de sua trajetória política.
Candidato com o número 1000, Hashioka construiu a carreira principalmente em Nova Andradina, município que administrou por três mandatos. Também ocupou funções na estrutura pública estadual desde o início dos anos 1980.
Um dos pontos explorados pelo candidato nesta eleição é justamente a longevidade na política sem condenações que pudessem comprometer sua elegibilidade. O tema ganhou maior peso no País após a entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa, que endureceu as regras para candidaturas de políticos condenados em determinadas situações.
A Lei Complementar nº 135, conhecida como Lei da Ficha Limpa, foi sancionada em 2010 e passou a ter aplicação efetiva nas eleições municipais de 2012.
Naquele pleito, Hashioka foi eleito novamente prefeito de Nova Andradina. Ao longo dos três mandatos no Executivo municipal, sua gestão recebeu premiações e acompanhou avanços em indicadores econômicos e sociais do município.
A experiência administrativa é apresentada pelo candidato como uma das credenciais para a disputa pela Câmara dos Deputados.
Aprovada há 16 anos, a Lei da Ficha Limpa teve origem em uma mobilização nacional liderada por entidades ligadas ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
A proposta chegou ao Congresso como iniciativa popular depois de reunir mais de 1,6 milhão de assinaturas. A legislação estabeleceu novos critérios de inelegibilidade e passou a impedir a candidatura de políticos enquadrados em determinadas condenações e situações previstas em lei.
Para Hashioka, a ausência de problemas relacionados à aplicação de recursos públicos ao longo de sua carreira deve ser vista menos como mérito extraordinário e mais como obrigação de quem exerce uma função pública.
“Não é uma qualidade especial ser honesto. Acredito que seja uma obrigação na vida, em tudo que a gente se propõe a fazer. Trabalhar com respeito ao dinheiro público e buscando a máxima eficiência em cada atividade sempre foi um compromisso para mim. Tenho a mesma postura de quando assumi a Regional do Dersul, antigo Departamento de Estradas e Rodagem de Mato Grosso do Sul, lá no início dos anos 80″, disse.
Agora, depois de passagens pelo Executivo municipal e por diferentes funções públicas, Hashioka tenta transformar a experiência administrativa em votos para conquistar uma cadeira na bancada federal de Mato Grosso do Sul.






