Empreendedores que atuam no piso superior do Centro Comercial Popular de Campo Grande, o popular “Camelódromo”, participaram nesta quarta-feira (12) de uma agenda articulada pelo vereador Silvio Pitu para discutir alternativas jurídicas que possam garantir maior segurança para a permanência e o funcionamento dos estabelecimentos no local.
Atualmente, cerca de 16 comerciantes do piso superior possuem contratos de locação junto à Associação dos Vendedores Ambulantes (AVA). A proposta discutida no encontro é encontrar mecanismos legais que permitam enquadrá-los como permissionários do Poder Público, modelo semelhante ao adotado pelos lojistas que atuam no piso térreo do centro comercial.
A agenda contou com a participação de representantes do Poder Legislativo, da Associação dos Vendedores Ambulantes e do Poder Executivo, representado pelo secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha. O objetivo foi ouvir as demandas dos empreendedores e buscar caminhos jurídicos e administrativos para garantir maior estabilidade à atividade comercial desenvolvida no espaço.
Segundo o vereador Silvio Pitu, a reivindicação partiu dos próprios empresários que atuam no piso superior. “Fomos acionados por esses empresários, que buscam atuar no camelódromo com o título de permissionários do espaço. Hoje, eles correm o risco de anoitecer e não amanhecerem no local por falta de segurança jurídica. Por isso viabilizamos esse encontro com o Poder Legislativo e representante do Executivo em busca de soluções para resolver essa questão”, enfatizou Pitu.
O vice-presidente da AVA, Runi Costa, afirmou que a entidade acompanha a reivindicação dos comerciantes e pretende buscar alternativas que estejam de acordo com as normas da associação. “Acompanhamos a petição dos lojistas que ocupam atualmente o piso superior do camelódromo e buscam atuar como permissionários. Vamos em busca de soluções de acordo com o que o estatuto permite”.
Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, a reunião representa uma oportunidade de ouvir diretamente os comerciantes e construir soluções para fortalecer a atividade econômica. “Promovemos uma escuta ativa dessa comunidade que ocupa hoje o piso superior do camelódromo e busca uma atuação com maior segurança jurídica. Esse é o papel da Câmara, acolher essas demandas e buscar soluções integradas para fomentar o empreendedorismo e fortalecer o comércio da Capital”, declarou Papy.
A discussão, que contou ainda com a participação do vereador Otávio Trad, deverá prosseguir entre os representantes dos empreendedores, da AVA, da Câmara Municipal e do Executivo Municipal, com a avaliação dos instrumentos jurídicos disponíveis para atender à reivindicação dos comerciantes.


