A senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que se considera preparada para concorrer tanto à Presidência quanto à Vice-Presidência da República nas eleições deste ano. Em entrevista à revista Veja, a ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro (PL) indicou que não recusaria um eventual convite para compor chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Me sinto honrada com isso. Mas também posso ser candidata a presidente como mulher, por que não? Me sinto preparada”, declarou a parlamentar. O nome de Tereza Cristina foi citado como uma possível vice ideal pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Apesar da sinalização positiva, a senadora ponderou que a decisão não depende apenas de sua vontade. “Ser vice-presidente não é o meu sonho de consumo”, afirmou. Além de Valdemar, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), aliada de Flávio Bolsonaro, também defendeu o nome da colega.
Tereza Cristina relembrou ainda que chegou a ser cogitada como vice na chapa presidencial de 2022, mas a possibilidade não avançou. À época, o então presidente Jair Bolsonaro optou pelo general Walter Braga Netto como companheiro de chapa.
A trajetória política da senadora inclui passagem pela Secretaria de Produção em Mato Grosso do Sul, durante a gestão de André Puccinelli (MDB). Ela iniciou a carreira no PSB, alinhada à esquerda, e chegou a apoiar o governo de Dilma Rousseff (PT).
Posteriormente, filiou-se ao PP, integrou o governo Bolsonaro como ministra e conquistou uma vaga no Senado com apoio do ex-presidente, consolidando-se como um nome ligado à direita. Seu percurso contrasta com o da senadora Soraya Thronicke, que iniciou a carreira na direita e hoje está em um partido de esquerda, onde deve disputar a reeleição.


