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terça-feira, agosto 16, 2022
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Reeducandos do Centro Penal da Gameleira trabalham na reforma da Unei Dom Bosco

A Unei Dom Bosco está recebendo obras de reforma por meio do projeto Revitalizando a Educação com Liberdade. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e Poder Judiciário.

Vinte e cinco internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG), unidade masculina de regime semiaberto da capital, estão trabalhando nas obras que, nesta primeira etapa, consiste na reestruturação dos três pavilhões, abrangendo 24 alojamentos e banheiros, entre outras benfeitorias.

As obras nos alojamentos  da Unei Dom Bosco envolvem desde a parte hidráulica, elétrica, serralheria, serviços de alvenaria e pintura. Os trabalhos consistem, ainda, na substituição por telhas transparentes em partes dos corredores em frente aos alojamentos.

Na área que liga os pavilhões será feita uma passarela, possibilitando melhoria no trânsito dos agentes, visitantes e demais pessoas que vão até a unidade. Também está sendo feito aterramento para evitar infiltrações, plantio de gramado, entre outras melhorias. Todo o muro está sendo pintado e holofotes instalados para aprimorar a iluminação do local.

As melhorias impactarão diretamente no trabalho desenvolvidos juntos aos adolescentes em medidas socioeducativas no local, a unidade tem capacidade para 80 adolescentes e atualmente tem 30 sob custódia.

Pelo projeto, a Sejusp realiza o pagamento de um salário mínimo a cada interno que atua na obra, que também recebe um dia de remição na pena a cada três trabalhados. Celso Garcia é um dos trabalhadores, atuando como pedreiro e encanador, e vê a oportunidade como uma forma de receber um dinheiro para ajudar a sua família, ao mesmo tempo em que conquista remição em sua pena. 

Os trabalhos na Unei dom Bosco tiveram início no dia 13 de julho com previsão de término em R$ 30 de setembro, e envolvem investimentos na ordem de R$ 650 mil, oriundos da Central de Execução de Penas Alternativas (CEPA), aplicados em materiais de construção, equipamentos de proteção individual, alimentação e transporte para os internos trabalhadores.

A ação atende a um pedido da desembargadora Elizabeth Anache ao juiz da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Albino Coimbra, idealizador e coordenador do “Revitalizando a Educação com Liberdade”.

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