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Presidente do Conselho Nacional de Educação conhece iniciativa da Fiems que aproxima empresas e escolas

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O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Cesar Callegari, foi recebido nesta sexta-feira (18/09) na Casa da Indústria, em Campo Grande, para conhecer a atuação do Comitê Empresa-Escola (Cempe). A iniciativa foi criada pela Fiems em 2023 para aproximar o setor produtivo e as instituições de ensino na construção de soluções voltadas à formação de profissionais alinhados às demandas do mercado de trabalho.

A convite do presidente da Fiems e do Cempe, Sérgio Longen, Cesar Callegari participou de reunião com representantes de entidades que integram o comitê, entre eles a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Camila Ítavo, a reitora do Centro Universitário Insted, Neca Chaves Bumlai, e o superintendente regional de Trabalho e Emprego, Alexandre Cantero.

Um dos destaques foi a apresentação do programa de microcertificações, que proporciona aos estudantes experiências formativas mais ágeis e conectadas às trajetórias profissionais demandadas pelo mercado.

Após conhecer a iniciativa, Cesar Callegari afirmou que a proposta tem potencial para inspirar avanços na educação em âmbito nacional e disse que o tema poderá ser analisado pelo Conselho Nacional de Educação.

“Já combinamos aqui um procedimento de consulta que venha da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e das outras universidades, juntamente com o Sistema Indústria, para que possam nos oferecer uma proposta que será examinada no Conselho Nacional de Educação, para que a gente possa avançar nisso e espalhar para todo o Brasil”, afirmou Cesar Callegari.

Segundo o presidente do CNE, a experiência sul-mato-grossense evidencia a importância da aproximação entre educação e setor produtivo.

“Essa parceria entre a universidade e o campo empresarial da indústria tem trazido uma novidade importante que pode ser muito inspiradora para outras partes do Brasil”, concluiu.

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Para o vice-presidente executivo do Cempe, Régis Borges, a visita de Callegari representa o reconhecimento da maturidade alcançada pelo trabalho desenvolvido pelo grupo nos últimos anos.

“O que trazemos aqui em Mato Grosso do Sul são evidências claras de um modelo muito promissor, que já se torna realidade para os estudantes e aponta para um futuro com profissionais mais preparados para os desafios da indústria”, ressaltou.

A reitora da UFMS, Camila Ítavo, destacou que a atuação integrada entre universidades, setor produtivo e poder público tem contribuído para a atualização dos processos educacionais e para a ampliação de oportunidades para os estudantes.

“Esse comitê tem feito com que a gente se repense, se renove e promova mais oportunidades para as pessoas no mundo do trabalho, além de impulsionar o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Sobre o Comitê Empresa-Escola

O CEMPE atua diretamente na redução da lacuna de competências entre o que a indústria necessita e o que é ensinado nas salas de aula. Por meio de ferramentas como seus grupos de trabalho setoriais, o comitê mapeia as demandas por competências e habilidades para que as instituições de ensino desenvolvam soluções educacionais aderentes ao mercado de trabalho.

Atualmente, o comitê conta com mais de 40 membros e parceiros, entre instituições de ensino e pesquisa, sindicatos, federações e associações industriais, empresas e órgãos públicos das áreas de trabalho e educação em Mato Grosso do Sul.

Microcertificações

Uma das principais entregas do comitê são as microcertificações, que funcionam como cursos de curta duração, focados em habilidades técnicas e comportamentais diretamente conectadas às demandas do mercado.

A aplicação do programa de microcertificações nas escolas da Rede Sesi em Mato Grosso do Sul tem gerado resultados satisfatórios. Em 2025, foram emitidos 3.179 microcertificados para 998 alunos. No primeiro semestre de 2026, foram 6.872 microcertificados emitidos para 1.561 alunos, o que demonstra a aderência do programa e o interesse dos alunos.

Na Rede Estadual de Ensino, as microcertificações foram aplicadas de forma experimental e também apresentaram resposta positiva. A Escola Estadual João Magiano Pinto, em Três Lagoas, recebeu o programa em parceria com a indústria Suzano. Entre 2025 e 2026, as microcertificações emitidas saltaram de 314 para 436, e o número de alunos passou de 43 para 156. 

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