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terça-feira, julho 5, 2022
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MS ultrapassa a marca de 300 mil empresas ativas e acelera retomada da economia

A retomada da economia aos níveis da pré-pandemia está sendo mais vigorosa do que era esperado no auge da crise sanitária entre 2020 e 2021, segundo os indicadores do mapa empresarial e do mercado de trabalho. O número de empresas ativas em todo o Estado saltou de 299.040 em setembro de 2021 para 309.167 em janeiro deste ano, segundo dados da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul).  

No período de sete anos, foram constituídas 48.340 empresas, das quais 26.058 se mantiveram ativas e parte delas se expandiu com a instalação de filiais. São 5.263 filiais ativas de um total de 9.673 instaladas no período de 2015 a 2021. Considerando todos os empreendimentos e suas filiais, exceto os MEIs (Microempreendedores Individuais), 31.321 das empresas constituídas permanecem ativas.

Campo Grande, Dourados e Três Lagoas concentram a maior parte das empresas ativas no Estado. São 132.321 na Capital, 29.310 em Dourados e 14.639 em Três Lagoas. Entre os 10 municípios com maior número de empresas ativas, estão Corumbá (8.470), Ponta Porã (8.133), Naviraí (5.296), Nova Andradina (5.039), Maracaju (4.520), Sidrolândia (4.127) e São Gabriel do Oeste (3.309).

Crescimento

A taxa de crescimento de novos empreendimentos comerciais, da indústria e do setor de serviços foi de 17% em 2021, em comparação com 2020. No ano passado foram constituídas 9.273 empresas. De acordo com a Jucems, é um recorde para um exercício fiscal desde o ano 2000, quando teve início a série histórica registrada pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Das 9.273 empresas constituídas ano passado, 6.022 são do setor de serviços, que correspondem a 65% dos registros, 2.840 são do comércio, 31%; e 411 são do ramo industrial, 4% dos novos empreendimentos.

Para o secretário Jaime Verruck, da Semagro, as ações do Governo do Estado foram decisivas para esse cenário de crescimento econômico em dois anos de pandemia. Ele cita os investimentos em tecnologia desde 2015, alinhados com resultados das políticas de desenvolvimento, principalmente nas áreas fiscal, infraestrutura e legislação. “A evolução tecnológica e outros aprimoramentos importantes, como a Lei de Liberdade Econômica, que desburocratizou e simplificou os processos de instalação de empresas, permitiram que, mesmo em momentos desfavoráveis aos empreendedores, devido aos impactos da pandemia, houvesse esse crescimento.

A implementação da Junta Digital foi decisiva no processo de desburocratização, segundo o presidente da Jucems. De acordo com Augusto de Castro, “com o sistema digital, todos os empreendedores são atendidos no local de instalação do seu negócio 24h por dia”, porque o sistema permite a ele obter toda a documentação por meio das plataformas digitais. O sistema está integrado ao Sebrae e juntas comerciais de outros estados através do Projeto Empreendedor Digital, que centraliza o registro das novas empresas de natureza jurídica, além de contemplar o universo do microempreendedor individual (MEI).

Atividades em expansão

De acordo com a Junta Comercial, os 10 principais ramos de atividade que tiveram expansão em 2021 são transporte rodoviário de carga (exceto de produtos perigosos e mudanças), atividade médica ambulatorial (restrita a consultórios), comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, serviços combinados de escritório e apoio administrativo, serviços de engenharia, construção de edifícios, restaurante e similares, holdings de instituições não-financeiras, lanchonetes, casas de chá e sucos, e atividade odontológica.

Balcão único

Neste ano o processo de desburocratização trará uma “grande novidade”, segundo a Jucems. É o Balcão Único (abertura automática de empresas). “A abertura de uma empresa de baixo risco se dá em poucos minutos. De forma online, automática e gratuita o empreendedor pode registrar sua empresa no Portal de Serviços da Junta Comercial”, afirma o presidente da Jucems, para quem a força da economia, a confiança do empreendedor diante do êxito das ações de enfrentamento à covid-19 e o desenvolvimento tecnológico da Junta Comercial contribuíram para os resultados positivos no mapa empresarial de Mato Grosso do Sul.

Empregos

Outras estatísticas que chamam a atenção no âmbito da expansão dos empreendimentos, é o percentual de recuperação de empresas que estavam em processo de falência e o nível de empregabilidade no universo das pequenas, médias e grandes empresas.

Nos próximos dois anos o nível de emprego com carteira assinada deve continuar se multiplicando, em razão do crescimento das cadeias produtivas do setor florestal e recuperação do setor de serviços, principalmente do segmento turístico. Em 2021, o número de novos empregos formais triplicou, comparado a 2020. Os postos de trabalho saltaram de 6.437 para 36.287. Os municípios que mais geraram empregos em 2021 foram Campo Grande (13.369), Dourados (4.038), Três Lagoas (2.590), Corumbá (1.767) e Ribas do Rio Pardo (1.215).

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