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Lideranças e militância do PT comparam convenção de 26 à mobilização vitoriosa de 98

Realizada em dois turnos, a eleiççao ao governo de Mato Grosso do Sul em 1998 deu a vitória ao Partido dos Trabalhadores. O candidato José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, surpreendeu nas urnas uma forte e competitiva concorrência, na qual figuravam o engenheiro Ricardo Bacha (PSDB) – patrocinado pelo governo do emedebista Wilson Barbosa Martins – e o ex-governador Pedro Pedrossian (PTB). A surpresa veio com Bacha e Zeca, que avançaram ao 2º turno e o petista venceu com 61,27% dos votos (548.040) contra 38,73% (346.466) do tucano.

Um dos fatores motivacionais que levaram Zeca do PT à vitória foi o ambiente de mobilização, confiança, engajamento e identificação popular criado pela campanha, e que teve como sua grande indutora a mobilização iniciada nas convenções e nas plenárias para escolha das candidaturas e do programa de governo. Esta é a avaliação feita pelo pré-candidato a senador, o deputado federal Vander Loubet, durante a convenção do PT-MS de domingo (26).

Diante de um público que ocupou o auditório da Fetems, em Campo Grande, Vander e outras lideranças locais e nacionais relembraram o movimento de 1998. Fizeram abordagens semelhantes: os deputados estaduais Pedro Kemp (presidente do diretório campo-grandense) e Zeca do PT; o ex-ministro Wellington Dias; o secretário-geral do PT nacional, Henrique Fontana; e os dirigentes estaduais do PV e do PCdoB, Marcelo Bluma e Iara Cuellar, respectivamente.

Sensação das ruas

“A mobilização do PT e das forças que elegeram Zeca foram muito importantes na construção da caminhada vitoriosa de Lula na disputa pela Presidência em 2002”, destacou Fontana. “Hoje, estamos experimentando a sensação que tomou conta das ruas quando o PT e os aliados começaram a eleger seus primeiros governadores e presidentes”, completou. “Aqui é um retrato do movimento que cresceu e avançou, como aconteceu na eleição de Zeca e dos demais governantes petistas”, endossou Dias.

A ex-primeira-dama e candidata a vice-governadora, professora Gilda Maria Gomes dos Santos, a Dona Gilda, recorda que em 1998 as pesquisas foram até o fim da campanha de 1º turno sem reconhecer que Zeca quebraria a polarização entre o candidato “chapa branca”, Ricardo Bacha, e um ex-governador cujo prestígio era ainda dos mais elevados, Pedro Pedrossian.

“Na convenção, demos a arrancada e ela nos deu a certeza que precisávamos confirmar, pois estava muito evidente a ansiedade geral da sociedade por renovação, não de pessoas, mas de prática política, de programas públicos consistentes. Hoje, é este o cenário que a nossa convenção nos apresenta”, salientou Gilda. “Podemos construir sempre as pontes da esperança, do amor, da justiça. O PT e o campo democrático vêm fazendo isto e vão continuar fazendo, é o recado que nos dá a militância”, opinou Kemp.

Energia e confiança

Para a senadora Soraya Thronicke (PSB), que vai em busca da reeleição, a energia e a confiança transmitidas pela militância são contagiantes e diferenciadas. “O chamamento é respondido com adesões espontâneas, voluntárias, sem os esquemas artificiais de mobilização. Contagia e reforça a determinação para fazer o bom combate e sairmos vitorosos dele”, salientou Soraya.

O candidato a governador Fábio Trad, ex-deputado federal, também ressaltou a espontaneidade e o entusiasmo que os militantes demonstram, não só na convenção. “Estamos percorrendo todo o estado. São 79 municípios. E em todos eles há um clima diferente no ar e na acolhida das pessoas à nossa caravana, um entendimento carinhoso, alegre e de verdadeira identificação, algo que as pesquisas começam a mostrar agora com o desempenho crescente das nossas candidaturas majoritárias”.

As lideranças, em geral, fizeram questão de registrar seu entusiasmo com o envolvimento vibrante da militância, pontuando também a presença maciça de mulheres, afrodescendentes, indígenas, LGBTQIAPN+ e outros segmentos que sofrem com as discriminações estruturais. “É para combater o apartheid brasileiro, utilizado pela extrema-direita para manter sem as garantias institucionais mulheres, negros, LGBTs, indígenas, sem-terra, sem-teto, sem-escolas e vítimas da violência doméstica. Só o PT e o campo democrático oferecem políticas inclusivas”, frisou Fábio.

A Convenção Estadual do PT-MS homologou as candidaturas de Fábio Trad e Dona Gilda a governador e vice; de Vander Loubet a senador, com Maria Diogo e Maju Cordeiro de suplentes; além de nomes para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. A outra vaga de candidatura ao Senado é da senadora Soraya Thronicke (PSB).

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