Durante agenda em Maracaju, onde acompanhou entregas do Governo do Estado, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) esteve na ExpoMara e conheceu a sala sensorial instalada no evento. O espaço funciona como um ambiente mais tranquilo dentro da feira, preparado para acolher crianças autistas e outras crianças que possam se sentir sobrecarregadas com o som, o movimento e os estímulos de uma exposição agropecuária.
Idealizada por Rafael Azambuja, a iniciativa oferece um ponto de apoio para que a criança tenha um momento de pausa e regulação sem que a família precise deixar o evento. Ali, ela encontra iluminação mais tranquila e recursos de interação sensorial que ajudam nesse processo, para depois voltar à programação com mais segurança.
Para Lia Nogueira, que também é mãe atípica, esse tipo de estrutura faz diferença porque permite que famílias inteiras participem de espaços tradicionais com mais acolhimento e menos julgamento. “É um lugar para que as nossas crianças autistas, ou com qualquer outro transtorno, possam se sentir acolhidas”, afirmou a deputada.
De acordo com Rafael Azambuja, a proposta também ajuda a ampliar o acesso de famílias atípicas a eventos que fazem parte da cultura do Estado. “A criança se regula, a família fica tranquila e ela consegue voltar a curtir o dia de feira, de parque de exposição, que é tão tradicional para a gente”, explicou. Para ele, a sala representa “o direito de vir” e “o direito de se sentir pertencido”.
A pauta já vinha sendo defendida por Lia Nogueira na Assembleia Legislativa. Em 2023, a parlamentar apresentou proposta para incentivar a criação de salas de integração sensorial em locais de grande circulação, voltadas ao acolhimento de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e outros transtornos de comportamento. Na ExpoMara, a deputada reforçou que iniciativas como essa mostram, na prática, a importância de preparar melhor os ambientes para receber todas as pessoas.
“Por mais espaços sensoriais também. Enquanto mãe atípica, a gente sabe a importância que isso tem”, afirmou Lia Nogueira. A deputada defendeu ainda que a inclusão seja construída com a participação do poder público, da iniciativa privada e da sociedade, para que eventos e locais de convivência estejam preparados para acolher famílias atípicas.


