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terça-feira, julho 28, 2026
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Landmark acompanha moradores da Agrovila e articula ação para restabelecer energia elétrica

O vereador Landmark Rios intensificou a atuação em defesa das cerca de 200 famílias da Agrovila Campão Orgânico, em Campo Grande, após a interrupção do fornecimento de energia elétrica na comunidade. Na última quinta-feira (23), ele participou de uma reunião na Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul e, à noite, esteve na Agrovila para orientar os moradores sobre os encaminhamentos necessários para uma Ação Civil Pública que busca garantir o restabelecimento regular do serviço.

O encontro na Defensoria contou com a participação da coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor (NUCCON), Cláudia Bossay Assumpção Fassa, da assessora jurídica Amanda Justino, das lideranças comunitárias Jonas Lima da Conceição e Emília Aparecida Diniz Almeida, além da advogada Vanessa Corrêa, integrante da Comissão Especial de Regularização Fundiária da OAB/MS.

Já durante a noite, iluminados apenas por velas, Landmark voltou à comunidade para auxiliar os moradores na organização dos cadastros e da documentação que será anexada ao processo judicial. A iniciativa pretende comprovar a permanência das famílias na área há mais de quatro anos e demonstrar a necessidade urgente da retomada do fornecimento de energia.

De acordo com os moradores, equipes da Energisa estiveram na Agrovila na manhã de quinta-feira e retiraram a rede elétrica, deixando aproximadamente 200 famílias sem energia. A medida também interrompeu o funcionamento dos poços artesianos responsáveis pelo abastecimento de água da comunidade.

Segundo a liderança comunitária Jonas Lima da Conceição, a retirada da infraestrutura elétrica comprometeu diretamente a sobrevivência das famílias.

“Hoje nós temos 200 famílias aqui dentro. Sem energia, não temos como tirar água dos poços para sobreviver, para os animais e para as plantações. Quando arrancaram os cabos e até o transformador, tiraram nossa vida”, afirmou.

Jonas ressaltou ainda que a intenção da comunidade é regularizar o fornecimento de energia. “Nós não estamos fugindo de pagar. Queremos que a Energisa reconheça a comunidade e instale energia regular para cada família”, declarou.

Durante a reunião, a coordenação do NUCCON informou que será ajuizada uma Ação Civil Pública para assegurar o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica de forma regular, permitindo que cada morador tenha sua própria unidade consumidora.

A Defensoria também orientou que fossem reunidos documentos, cadastros e registros fotográficos para comprovar a ocupação consolidada da área e reforçar a urgência da medida judicial.

Entre os principais argumentos que fundamentarão a ação estão a dependência dos poços artesianos, movidos por bombas elétricas, para garantir o abastecimento de água, além da presença de idosos, pessoas com deficiência, mães atípicas e moradores que dependem de medicamentos que necessitam de refrigeração.

Moradora da Agrovila há três anos, Ana Maria Péricles da Silva afirmou que a comunidade busca uma solução definitiva para o problema.

“Aqui não está fácil. A gente fica à mercê da sorte. Nós não estamos correndo de pagar, queremos pagar, mas sempre aparece alguma coisa e eles não querem nos entender”, disse.

Ao lado das famílias desde o início da mobilização, Landmark Rios afirmou que continuará acompanhando o caso e cobrando uma solução que garanta o acesso regular à energia elétrica. Segundo o vereador, o objetivo é assegurar condições mínimas de dignidade às famílias, com o restabelecimento da energia, do abastecimento de água e da permanência da comunidade na Agrovila Campão Orgânico.

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