A votação antecipada para as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos já mobilizou quase 48 milhões de eleitores e ultrapassou a marca registrada em 2022. Até o meio-dia de sexta-feira (30), o Election Lab, da Universidade da Flórida, havia contabilizado 47.922.669 votos em todo o país.
O recorde anterior para esse tipo de eleição era de 45,9 milhões de votos depositados antes da data oficial do pleito de 2022. Naquele ano, os Estados Unidos tinham 226 milhões de eleitores registrados, conforme dados federais.
A votação deste ano está marcada para terça-feira, 3 de novembro. O movimento antecipado tem sido expressivo em estados onde as disputas pelo Senado estão mais acirradas.
No Texas, mais de 6 milhões de pessoas já haviam votado até quarta-feira (28), de acordo com informações oficiais. A participação presencial antecipada ficou cerca de 50% acima da registrada no mesmo período de 2022. No estado, o democrata James Talarico tenta interromper três décadas de domínio republicano nas eleições para o Senado.
As duas Carolinas também registraram crescimento nessa modalidade. No Kansas, onde o senador republicano Roger Marshall enfrenta uma disputa difícil, autoridades locais informaram que o número de eleitores que votaram na semana passada foi aproximadamente dois terços maior que o observado no período equivalente de 2022.
Entre os americanos que já participaram da eleição está o papa Leão XIV. Nascido em Chicago, no estado de Illinois, o pontífice encaminhou sua cédula pelo correio à cidade onde cresceu.
O serviço de imprensa do Vaticano confirmou a votação na sexta-feira e informou que o papa exerceu seu direito como cidadão americano, prática que mantém sempre que tem oportunidade.
Nos estados que divulgam a filiação partidária dos votantes, os democratas respondem por cerca de 44% dos votos antecipados, enquanto os republicanos representam 31%. Outros 25% são eleitores sem filiação ou registrados em partidos menores, conforme o Election Lab.
O levantamento também apontou aumento da participação de eleitores negros e hispânicos nos estados que disponibilizam informações sobre a origem étnica de quem votou.
Apesar da maior presença democrata nessa etapa, especialistas alertam que os dados não oferecem uma previsão segura do resultado. A filiação partidária de um eleitor não revela em qual candidato ele votou, e dezenas de milhões de americanos ainda devem comparecer às urnas na terça-feira.
Em eleições anteriores, os republicanos demonstraram maior preferência por votar na data oficial do pleito. Esse comportamento pode diminuir ou até inverter a diferença observada na participação antecipada.
O avanço dessa modalidade também não garante que a eleição terá maior comparecimento total, já que parte dos eleitores pode apenas ter escolhido votar antes do dia previsto.





















