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sábado, outubro 3, 2026
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Dakila mostra descobertas no Pará e anuncia projeto de gerador de energia

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Rogério Alexandre Zanetti

Uma expedição ao Pará e o anúncio do projeto denominado Multigerador de Energia Quântica foram os principais assuntos de uma transmissão realizada por Dakila Pesquisas no You Tube, domingo, 27/09. Empouco mais de duas horas, foram exibidos registros de campo, e feito relatos das dificuldades de acesso à regiãoamazônica.

As imagens mostraram cerâmicas, instrumentos de pedra e restos ósseos em cavidades rochosas no sul do Pará, próximo às cabeceiras do rio Jamanxim. Algumas vasilhas podem ter servido como urnas funerárias. Os materiais permaneceram no local, e a equipe encaminhará mapas e registros ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), solicitando autorização para novas pesquisas.

Um dos crânios levantou hipóteses sobre sua origem e idade, no qual foi sugerido semelhanças com um Neandertal e a estimativa é de 85 mil anos. Os próprios integrantes ressaltaram, porém, o caráter hipotético dessas interpretações. A transmissão não apresentou datação, exame osteológico ou análise genética que permitam identificar o crânio ou estabelecer sua antiguidade.

Ao final, Urandir Fernandes de Oliveira, presidente de Dakila Pesquisas, anunciou o projeto do Multigerador de Energia Quântica, baseado nos estudos iniciais de NikolaTesla. O equipamento pode manter seu funcionamento por retroalimentação e, futuramente, ser aplicado em veículos, aeronaves e sistemas elétricos. 

A apresentação foi anunciada para outubro, durante a Atividade de Campo (AC), realizada mensalmente no Recanto de Havalon, sede mundial de Dakila, anexa à Cidade Zigurats, na zona rural de Corguinho.

CRÂNIOS, CERÂMICAS E PERGUNTAS EM ABERTO

Participaram da transmissão Fernanda Lima, Larissa Kautzman, Otávio Reis, Saulo Ivan Nery, Giovanna Neiva, Natália Reikdal e Urandir Fernandes de Oliveira, e segundo eles algumas vasilhas contêm ossos e podem estar associadas a práticas funerárias. A maioria das peças observadas, entretanto, não apresentava restos humanos e poderia ter relação com atividades cotidianas. Foram mostradas também pontas de projétil, pedras polidas e lâminas de machado.

O geoarqueólogo Saulo Ivan Nery explicou que a equipe manuseou algumas cerâmicas para observar forma e decoração, mas não tocou nas ossadas. A análise dos restos humanos, afirmou, exige cuidados para preservar a possibilidade de exames posteriores.

A disposição dos objetos no local levou o grupo a considerar que as cavidades tenham sido utilizadas em épocas diferentes, talvez por mais de uma população. Essa interpretação permanece sem confirmação, e não há datação que estabeleça quando os materiais foram depositados.

O acesso difícil e a circulação de morcegos e outros animais foram apontados como desafios, cujas presençaspode ter alterado a posição original dos vestígios, tornando necessário um levantamento detalhado do ambiente e do contexto de cada objeto.

Saulo sugeriu ainda que os primeiros depósitos poderiam remontar a um período em que a paisagem era mais aberta que a floresta atual. Para ilustrar a hipótese, mostrou uma imagem produzida por Inteligência Artificial, como exercício de imaginação, sem valor de reconstituição comprovada.

A equipe considera que a região tem potencial para novas descobertas e as perguntas sobre quem produziu os objetos, como as cavidades foram utilizadas e durante quanto tempo dependerão de documentação, pesquisas autorizadas e análises especializadas.

ENTRE A HIPÓTESE E A COMPROVAÇÃO

Urandir afirmou que moradores e colaboradores localizaram cerca de 150 cavidades com vestígios e defendeu mais investimentos em arqueologia no Brasil. Parte da conversa abordou críticas recebidas após a divulgação das imagens. Os integrantes defenderam a participação de pesquisadores independentes e convidaram outros profissionais, entidades e universidades a examinar o material. Para eles, a dúvida devem sempre estimular a investigação.

Também foram aventadas mudanças ambientais ou a saída rápida de antigos habitantes como explicações para a presença dos objetos. O alcance dos achados será definido pelo trabalho posterior às imagens, com documentação dos locais, investigação autorizada e resultados disponíveis ao exame de outros pesquisadores.

Urandir, que atua em pesquisas arqueológicas há mais de 40 anos, reconheceu a necessidade de comprovação. Disse que o grupo não se considera dono da verdade e acredita no potencial da pesquisa brasileira. Também criticou a desconfiança diante de iniciativas nacionais, argumentando que descobertas semelhantes feitas por estrangeiros receberiam maior reconhecimento. “Mesmo assim, seguimos firmes porque acreditamos em nossa força e na ciência”, declarou.

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