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quarta-feira, setembro 23, 2026
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Dakila: entre as revelações arqueológicas e a economia digital

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Rogério Alexandre Zanetti

Com sede mundial instalada em Corguinho – no coração do Brasil, em Mato Grosso do Sul -, o ecossistema Dakila reúne projetos que transitam por campos distintos, que passa por pesquisas geológicas, de medicina natural e astrológicas; expedições na Amazônia, estudos sobre ocupações antigas e desenvolvimento de soluções para o mercado digital.

A frente dessas iniciativas está Urandir Fernandes de Oliveira, presidente de Dakila Pesquisas. Nos últimos anos, ele concentra boa parte de suas atividades em duas frentes de grande repercussão; as investigações relacionadas à Ratanabá e ao desenvolvimento e expansão do BDM Digital, um instrumento destinado a operações comerciais e pagamentos.

Embora pertençam a áreas aparentemente distantes, os projetos têm em comum o uso da tecnologia e a busca por modelos próprios de pesquisa, organização e circulação econômica.

Ratanabá

A investigação sobre Ratanabá projetou Dakila Pesquisas para além das fronteiras de Mato Grosso do Sul. De acordo com os pesquisadores, a região amazônica guarda vestígios de uma antiga ocupação urbana de grandes proporções, anterior aos registros históricos mais conhecidos sobre a formação das civilizações no continente.

As pesquisas, divulgadas amplamente nas redes sociais e em produções audiovisuais, despertou curiosidade e também provocou questionamentos entre arqueólogos, geólogos e outros especialistas. Até o momento, não há consenso acadêmico sobre a existência da suposta cidade ou sobre a origem das formações apontadas pelo grupo, o que é normal, já que a “ciência formal” costuma ser lenta e conservadora.

Para sustentar as investigações, as equipes vinculadas a Dakila utilizam recursos de sensoriamento remoto, entre eles o sistema LiDAR. A tecnologia emprega pulsos de laser, geralmente emitidos por aeronaves, para produzir levantamentos detalhados do relevo, inclusive em áreas cobertas por vegetação densa.

Segundo Dakila Pesquisas, os mapeamentos identificaram padrões geométricos, alinhamentos retilíneos e estruturas subterrâneas em pontos do estado de Mato Grosso. O grupo explica que essas ocorrências podem indicar interferência humana. 

O debate permanece aberto, e entre o interesse público despertado pelas imagens e o rápido avanço das pesquisas de Dakila, Ratanabá tornou-se um dos projetos mais conhecidos — e interessantes — conduzidos pelo ecossistema.

Tecnologia

A utilização do LiDAR representa uma mudança importante na maneira de examinar regiões de difícil acesso. Em vez de depender exclusivamente da observação direta em solo, os pesquisadores podem analisar grandes extensões territoriais e selecionar áreas consideradas prioritárias para estudos posteriores, sem a necessidade preliminar do desmatamento ou da escavação.

Esse tipo de levantamento já é empregado internacionalmente em pesquisas arqueológicas, ambientais, cartográficas e geológicas. No caso das expedições coordenadas por Urandir Fernandes de Oliveira, a tecnologia passou a ocupar posição central na tentativa de localizar indícios que possam ser verificados em campo após a verificação pelos aparelhos.

Os resultados divulgados, obviamente, serão confrontados com outras fontes de informação. Imagens de sensoriamento remoto podem indicar anomalias ou padrões, mas não determinam, isoladamente, a natureza nem a idade das estruturas observadas, e os pesquisadores de Dakila, cuidadosos, sabem disso.

A transformação dos indícios em evidências dependerá, portanto, da continuidade das pesquisas, da documentação dos métodos utilizados e da análise por especialistas de diferentes áreas. Para isso, Dakila está sempre em campo.

Zigurats

É na Cidade Zigurats – em Corguinho-MS, a cerca de 120 km de Campo Grande -, que grande parte das atividades do ecossistema Dakila são planejadas e coordenadas. O espaço funciona como base logística, administrativa e de pesquisa para os diferentes projetos mantidos pela associação.

A localidade também se tornou conhecida por suas construções de formato abobadado. As edificações foram concebidas para apresentar maior resistência a fenômenos climáticos severos. A arquitetura peculiar acabou se transformando em um dos elementos mais reconhecidos do complexo.

Mais do que um núcleo residencial, Zigurats abriga atividades relacionadas a estudos científicos, observações astronômicas, desenvolvimento tecnológico, comunicação e organização das expedições.

A instalação dessa estrutura em uma área afastada dos grandes centros urbanos reflete a intenção de concentrar, em um mesmo espaço, diferentes frentes de trabalho. É de Corguinho que partem parte das diretrizes e dos projetos desenvolvidos pelo grupo em outras regiões do país.

Pesquisa de campo

A atuação do ecossistema avançou posteriormente para o setor financeiro e tecnológico. Dessa estratégia surgiu o BDM Digital, sigla para Bônus Dourado Mercantil.

O projeto é um ativo digital voltado às transações comerciais e ao consumo cotidiano, e se diferencia de criptoativos associados exclusivamente à especulação, vinculando sua utilização à aquisição de produtos e serviços em estabelecimentos cadastrados.

A plataforma utiliza tecnologia blockchain e opera por meio de uma rede de usuários e comerciantes, permitindo pagamentos digitais, ampliando as possibilidades de negociação e estimulando a circulação de recursos dentro da comunidade formada em torno do projeto.

Como ocorre com outras iniciativas do mercado de ativos digitais, a expansão do BDM tem o cuidado e a atenção a aspectos como transparência, segurança tecnológica, liquidez, regras de conversão, proteção dos usuários, e sempre em conformidade com a legislação brasileira.

Esses fatores são decisivos para a consolidação de qualquer instrumento financeiro que pretenda alcançar um público mais amplo e integrar-se ao comércio convencional, e uma regra para os administradores do BDM Digital.

Reconhecimento

O percurso conduzido por Urandir Fernandes de Oliveira reúne iniciativas de naturezas bastante diferentes. De um lado, estão as expedições e os levantamentos geológicos relacionados a Ratanabá; de outro, o estabelecimento de um ativo digital com livre aplicação no comércio.

A ligação entre essas frentes está na estrutura construída pelo ecossistema Dakila e em sua disposição para desenvolver projetos fora dos modelos institucionais tradicionais. Essa independência proporciona maior liberdade operacional, mas também amplia a necessidade de comprovação, transparência e validação externa.

No campo científico, o principal desafio enfrentado e ir transformando imagens, padrões e interpretações em evidências que já passam a ser examinadas por pesquisadores independentes e até oficiais. Na área econômica, a tarefa consiste na viabilidade do BDM Digital, sua segurança e sua capacidade de manter utilização efetiva no mercado.

Entre as formações investigadas na Amazônia e as transações realizadas por meio de dispositivos móveis, o ecossistema procura ocupar espaço em dois debates contemporâneos: a revisão do conhecimento sobre o passado e a transformação das relações econômicas no presente.

Quanto a tudo isso, Urandir Fernandes de Oliveira, com a calma e serenidade que lhe é peculiar, explica que “como a transparência é um dos nossos pilares, os próximos passos das pesquisas e da expansão do BDM Digital poderão ser acompanhados nos canais oficiais de Dakila e nas plataformas mantidas por nós. Dakila jamais para, e  a continuidade dos estudos será  acompanhada da apresentação pública de resultados”, concluiu.

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