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sexta-feira, julho 24, 2026
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Projeto Lupa realiza inspeções conjuntas em unidades prisionais femininas de Campo Grande

Em continuidade às visitas prisionais promovidas pelo Projeto Legalidade, União, Parceria e Atenção (Lupa), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), representantes do Conselho Penitenciário Estadual (Copen), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), do Centro Estadual LGBTQIA+ e da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIAP realizaram, nesta quarta-feira (22), inspeções conjuntas em duas unidades prisionais femininas de Campo Grande.

As atividades foram acompanhadas pela Promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), Jiskia Sandri Trentin. As visitas ocorreram no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ) e no Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência à Albergada de Campo Grande (EPFRSAAA), correspondendo à 13ª e à 14ª inspeções realizadas pelo Projeto Lupa em 2026. A última vistoria havia sido realizada em junho no município de Dois Irmãos do Buriti.

Durante os trabalhos, a equipe percorreu pavilhões, celas, áreas comuns, cozinhas, setores de saúde e espaços destinados ao trabalho e à convivência das internas. Além da avaliação das condições estruturais e dos serviços oferecidos, foram apresentadas sugestões de melhorias aos gestores das unidades, quando necessário.

As custodiadas também tiveram a oportunidade de apresentar diretamente suas demandas aos integrantes da comitiva. Entre as principais solicitações registradas estiveram atendimentos médicos, odontológicos e psicológicos, assistência social e acompanhamento jurídico por defensores públicos.

No Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ), destinado ao cumprimento de pena em regime fechado, os trabalhos foram acompanhados pela diretora Mari Jane Boleti Carrilho. A unidade possui capacidade para 245 internas e atualmente abriga 317 custodiadas.

A equipe destacou as iniciativas voltadas ao trabalho prisional desenvolvidas na unidade. Entre elas está o setor de artesanato, onde 11 internas atuam em atividades de costura, bordado, produção de uniformes e pequenos reparos. O estabelecimento também mantém um salão de beleza, que emprega cinco internas, e uma empresa de fabricação de acessórios para pets, na qual trabalham quatro custodiadas.

Novas frentes de trabalho também estão previstas para o local, incluindo o retorno da fábrica de descasque de alho em novo espaço, além da implantação de uma fábrica de absorventes e de uma unidade de confecção de uniformes.

Já no Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência à Albergada de Campo Grande (EPFRSAAA), a inspeção foi acompanhada pela diretora Cleide dos Santos Nascimento. A unidade, destinada às mulheres dos regimes semiaberto e aberto, possui capacidade para 129 internas e conta, no momento, com 171 custodiadas.

Durante a vistoria, os integrantes do Projeto Lupa constataram avanços em relação à última inspeção realizada no local, em abril de 2025. Entre as melhorias observadas estão a organização e a limpeza dos alojamentos, além das reformas estruturais executadas na unidade, contribuindo para um ambiente mais adequado à permanência e convivência das internas.

As inspeções têm como objetivo acompanhar as condições de custódia nas unidades penais de Mato Grosso do Sul, fortalecer o diálogo entre as instituições envolvidas e a administração penitenciária, além de identificar oportunidades de aprimoramento dos serviços prestados à população prisional. A iniciativa busca assegurar a garantia de direitos e incentivar ações que contribuam para a ressocialização das pessoas privadas de liberdade.

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