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PRFs e Policiais Penais Federais protestam na BR-262 por criação de fundo contra o crime organizado

Policiais Rodoviários Federais e Policiais Penais Federais realizaram, nesta sexta-feira (27), uma mobilização na BR-262, em Mato Grosso do Sul, em defesa da criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado (Funcoc). O ato aconteceu na Unidade Operacional da PRF em Terenos/MS, no km 385 da rodovia, e foi promovido pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul (SINPRF-MS) e pelo Sindicato dos Policiais Penais Federais em MS (SINPPF/MS).

A manifestação integrou uma série de ações coordenadas em todo o país, com mobilizações simultâneas em diversos estados. O objetivo é chamar a atenção da sociedade e das autoridades para a importância da criação do fundo, que prevê a destinação de recursos oriundos de apreensões realizadas no combate ao crime organizado — como dinheiro, veículos e outros bens — diretamente para o fortalecimento das forças de segurança pública.

Atualmente, o projeto de lei que institui o Funcoc encontra-se parado no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o que tem gerado insatisfação nas categorias envolvidas.

Durante o ato, o presidente do SINPRF/MS e diretor da FenaPRF (Federação Nacinal dos PRFs), Wanderley Alves dos Santos, destacou o caráter informativo da mobilização. “A panfletagem de hoje visa informar a população da importância desse fundo para toda a segurança pública. Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais apreende drogas no país ano a ano e, para que esse serviço seja ainda mais eficiente, precisamos de investimentos em tecnologia, drones, softwares, armamentos e infraestrutura. A ideia do fundo é simples: é utilizar o próprio dinheiro do crime para combatê-lo”, afirmou.

Já o presidente do SINPPF/MS e diretor da FenaPPF (Federação Nacional dos PPFs), Renan Fonseca, chamou a atenção para o déficit de efetivo no sistema penal federal no estado. Segundo ele, Mato Grosso do Sul conta atualmente com cerca de 250 servidores, número considerado insuficiente para atender à demanda. “Precisamos de investimentos em tecnologia, infraestrutura e equipamentos, sobretudo em material humano. Estamos juntos com o SINPRF/MS reivindicando nosso direito, pois essa foi uma proposta do próprio Governo Federal. Seguimos unidos nessa batalha”, declarou.

Renan também alertou para a possibilidade de intensificação do movimento caso não haja avanço nas negociações. “Na próxima semana, se não houver nenhuma sinalização do governo, votaremos em assembleia a paralisação das atividades no presídio federal em Campo Grande”, completou.
Hoje, o presídio federal da capital tem entre os presos grandes chefões do crime organizado como Marcinho VP, do Comando Vermelho e Rogério de Andrade, conhecido bicheiro do Rio de Janeiro.

A mobilização reforça a pressão das categorias por medidas concretas no enfrentamento ao crime organizado, especialmente em estados estratégicos como Mato Grosso do Sul, que possui localização fronteiriça e papel relevante nas operações de apreensão de drogas e combate a organizações criminosas.

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