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sábado, março 7, 2026
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Ouvidor do MPMS assume a presidência do CNOMP com a missão de ampliar a escuta qualificada do cidadão

Em solenidade realizada em Campo Grande, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, o Ouvidor do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o Promotor de Justiça Renzo Siufi, tomou posse na presidência do Conselho Nacional dos Ouvidores do Ministério Público dos Estados e da União (CNOMP). Eleito por aclamação, Renzo Siuffi assume a liderança do colegiado nacional com a missão de coordenar as diretrizes das ouvidorias ministeriais de todos os estados e da União, sucedendo Humberto Ibiapina, do Ministério Público do Espírito Santo (MPSC).

A ascensão do Promotor de Justiça Renzo Siufi à presidência do CNOMP coroa um trabalho de modernização e humanização desenvolvido na Ouvidoria do MPMS. Durante seu discurso de posse, o novo presidente destacou que sua gestão será pautada pela “escuta qualificada”, conceito que busca aproximar a instituição da realidade social e romper com o isolamento burocrático dos gabinetes.

Na abertura da cerimônia, o presidente do Conselho até esta sexta-feira, Humberto Ibiapina, do MPSC destacou a relevância do momento para o fortalecimento das instituições. “A hora do encontro é também despedida”, afirmou em tom emocionado, ao citar a transitoriedade dos ciclos e celebrar a chegada da nova diretoria, expressando plena confiança de que a nova gestão seguirá “honrando e ampliando tudo o que foi construído até aqui”.

Ao assumir o cargo, o Promotor de Justiça Renzo Siufi trouxe uma reflexão sobre a necessidade de humanizar a carreira jurídica, que muitas vezes se distancia do público. “Nós vamos, infelizmente, nos entrincheirando em nossos gabinetes. A Ouvidoria reforçou em mim a convicção do Ministério Público como instituição capaz de aprimorar a sociedade brasileira”, declarou.

Sensibilidade

O novo presidente do CNOMP defendeu que o papel de quem ocupa a função vai além do registro burocrático das demandas do cidadão, exigindo uma sensibilidade especial.

“Impressionou-me o número de pessoas que buscam a ouvidoria almejando uma prévia orientação, um simples norte, uma breve palavra de acolhimento”, citou.

Baseado nessa experiência, destacou que sua gestão será pautada pela “escuta qualificada”. Citando o pensamento de Rubem Alves sobre a importância da “escutatória”, Siuffi enfatizou:

“Escutar significa estar presente, ter empatia e, principalmente, acolher. É fazer com que aquelas vozes sejam transformadas em ações, e que essas ações sejam convertidas em instrumentos eficazes de cidadania”.

Ao encerrar, o Promotor de Justiça fez agradecimentos ao Procurador-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Romão Ávila Júnior, e rendeu homenagens à sua esposa, Flávia Alves, definindo-a como seu “porto seguro em tempos de incerteza”.

Ao longo de sua gestão, o Promotor de Justiça pretende intensificar a presença digital do Conselho e ampliar a divulgação da atuação das ouvidorias em redes sociais, garantindo que a população utilize esses canais de transparência.

O fortalecimento da união entre os ouvidores de todo o país e a troca de experiências bem-sucedidas serão pilares de sua administração. Para ele, o Ministério Público deve oferecer não apenas respostas técnicas, mas acolhimento humanizado.

O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Romão Avila Milhan Junior, abriu seu pronunciamento destacando a importância histórica da Ouvidoria e agradecendo ao legado deixado pelo Procurador de Justiça Humberto Alexandre Campos Ramos e sua diretoria. Ao saudar o novo presidente, parabenizou o colegiado pela escolha, reafirmando que a liderança de Renzo Siufi representa um momento de celebração para o Estado e para a instituição nacional, dada a sua capacidade técnica e sensibilidade no trato com as demandas sociais.

Em sua fala, Romão Avila Milhan Junior destacou a trajetória de sucesso de Renzo à frente da Ouvidoria do MPMS, enfatizando avanços significativos como a modernização tecnológica e o expressivo aumento no número de atendimentos, que saltaram de duas mil para cerca de sete mil manifestações anuais.

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