O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) afirmou que a prisão domiciliar concedida a Jair Bolsonaro não se trata de um benefício político, mas de uma necessidade decorrente do estado clínico do ex-presidente.
Em nota, Ovando, que é médico com mais de 50 anos de atuação, disse que a medida decorre de limites biológicos e do dever de garantir acompanhamento médico contínuo.
Segundo o deputado, manter um paciente que depende de cuidados constantes em ambiente prisional é incompatível com a prática médica, pois o cárcere acrescenta instabilidade e estresse e compromete a resposta ao tratamento.
“Isso não é narrativa. É medicina”, escreveu Ovando, que criticou ainda o que chamou de espetacularização do tema por parte de setores do Judiciário.
Ele afirmou que a questão não comporta ideologia, mas ciência, e qualificou como negligência transformar rigor em crueldade ao negar cuidados necessários.
Para o parlamentar, a prisão domiciliar representa o mínimo necessário e não pode ser tratada como medida temporária quando o quadro clínico exige atenção contínua.
O deputado federal sul-mato-grossense concluiu afirmando que há um limite da saúde que nem o poder nem a pressão política podem superar.


