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segunda-feira, fevereiro 16, 2026
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Coordenadora de Psicologia da Insted alerta para aumento dos transtornos, mas destaca maior busca por ajuda

O mês de janeiro vai além dos recomeços e resoluções pessoais. A campanha Janeiro Branco convida a sociedade a refletir sobre a saúde mental e emocional, tema que tem ganhado protagonismo diante do aumento dos transtornos psíquicos em todo o País, incluindo Mato Grosso do Sul.

Para a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Insted, em Campo Grande, professora Avany Cardoso Leal, o aumento dos transtornos mentais está relacionado a múltiplos fatores.

“Vivemos um contexto marcado pelo excesso de telas, pelas redes sociais e pela cultura da comparação constante, o que impacta diretamente a autoestima. Soma-se a isso a instabilidade financeira, a insegurança no trabalho e a exigência por uma performance cada vez mais elevada, que gera exaustão emocional”, explica.

De acordo com a Revista Forbes, a preocupação dos brasileiros com a saúde mental já supera o medo de serem diagnosticados com doenças graves, como o câncer. O dado reforça um cenário que também se reflete no mercado de trabalho: desde 2024, os transtornos mentais figuram entre as principais causas de afastamento laboral no Brasil, conforme informou a docente.

Segundo a professora, as transformações no mundo do trabalho também contribuem para esse cenário. “Hoje, muitas pessoas saem do ambiente profissional, mas o trabalho não sai delas. As cobranças continuam fora do horário de expediente, por meio de mensagens, e-mails e notificações, o que dificulta o descanso mental”, destaca.

Avany acrescenta ainda que os impactos da pandemia da Covid-19 seguem presentes. “Há lutos que não foram elaborados e que ainda atravessam a saúde emocional de muitas pessoas”, afirma.

Apesar dos desafios, a pandemia também contribuiu para mudanças importantes na forma como a sociedade enxerga a saúde mental. De acordo com Avany, houve um avanço significativo na quebra de tabus relacionados à psicoterapia e ao acompanhamento psicológico – o que fez a procura pela profissão dobrar significativamente.

“Após a pandemia, falar sobre saúde mental se tornou mais comum. Muitas pessoas passaram a compreender que buscar pela psicoterapia não é sinal de fraqueza, mas de autocuidado. Esse movimento ajudou a reduzir preconceitos históricos e ampliou tanto a procura por atendimento psicológico quanto pela graduação, conforme Dados do Censo de Educação Superior”, observa.

Diante desse contexto, a coordenadora reforça a importância da busca por ajuda profissional qualificada. “Atividades físicas, espiritualidade, meditação e terapias integrativas podem auxiliar no bem-estar, mas não substituem o acompanhamento com psicólogo e psiquiatra. O excesso de informações na internet tem levado muitas pessoas ao autodiagnostico, o que é extremamente perigoso. O profissional possui embasamento científico para avaliar se há uma patologia, qual a intervenção necessária e se há necessidade de um tratamento multidisciplinar”, completa.”

Nesse cenário, o curso de Psicologia da Faculdade Insted se destaca por formar profissionais preparados para atuar de forma ética, humanizada e alinhada às demandas contemporâneas da saúde mental. A graduação oferece uma formação sólida, com base científica, e aulas práticas na Clínica-Escola, bem como atuações em projetos com instituições parceiras.

Avany Cardoso Leal é coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Insted e da Clínica-Escola da Instituição de Ensino Superior. Especialista em avaliação de personalidade pelo método Rorschach, em Gestalt terapia Individual e em grupo. Atuou como professora da Residência Médica em Psiquiatria da Santa Casa e é docente da Residência Médica em Psiquiatria da Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande (Sesau).

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