Com mais de três décadas de atuação na vida pública, a deputada estadual Mara Caseiro (PL) disputa uma vaga na Câmara dos Deputados depois de passar pela Câmara Municipal e pela Prefeitura de Eldorado e acumular quatro mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
A parlamentar aparece com 3,3% das citações na pesquisa espontânea do Instituto Ranking Brasil Inteligência realizada entre os dias 4 e 9 de setembro. Numericamente, ela ocupa a primeira posição entre os nomes do PL, à frente dos deputados federais Rodolfo Nogueira, com 2,9%, e Marcos Pollon, com 2,8%. As diferenças, porém, estão dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
No levantamento geral para deputado federal, Rose Modesto aparece numericamente à frente, com 3,6%, seguida por Mara, com 3,3%. A pesquisa é espontânea, modalidade em que os entrevistados informam o nome de preferência sem receber previamente uma lista de candidatos.
A trajetória política de Mara começou na década de 1990. Ela foi eleita vereadora de Eldorado em 1996 e tornou-se a primeira mulher a presidir a Câmara Municipal. Em 2000, foi eleita a primeira prefeita do município e conquistou a reeleição quatro anos depois. Posteriormente, chegou à Assembleia Legislativa.
Em 2022, ainda pelo PSDB, Mara recebeu 49.512 votos para deputada estadual, terminando aquela eleição como a candidata mais votada para o cargo em Mato Grosso do Sul. Atualmente filiada ao PL, ela está no quarto mandato no Legislativo estadual.
Na campanha para a Câmara Federal, Mara apresenta o municipalismo como um dos eixos de sua candidatura. A proposta divulgada pela parlamentar é usar a experiência no Executivo municipal e no Legislativo para buscar recursos, obras e investimentos destinados aos 79 municípios sul-mato-grossenses.
A proteção das mulheres também ocupa espaço em sua atuação parlamentar. Mara foi autora da proposta que resultou na Lei Estadual nº 5.703/2021, responsável por instituir em Mato Grosso do Sul a campanha Sinal Vermelho, mecanismo de pedido de socorro para vítimas de violência doméstica. Atualmente, ela também preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar da Assembleia.
Na área da saúde, a candidata afirma defender o fortalecimento dos hospitais regionais e da atenção básica nos municípios, com ampliação da oferta de exames e procedimentos no interior. Segurança pública, infraestrutura, agronegócio e geração de emprego e renda também aparecem entre as pautas apresentadas pela campanha para um eventual mandato federal.
A pesquisa do Ranking ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais em 30 municípios de Mato Grosso do Sul. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MS-09894/2026 e BR-08288/2026. Os dados representam o cenário observado no período da coleta e não constituem previsão do resultado da eleição.






