O Dia das Crianças deve movimentar R$ 491,29 milhões no comércio e no setor de serviços de Mato Grosso do Sul em 2026. A estimativa representa crescimento de 33% em relação ao ano passado e considera tanto a compra de presentes quanto os gastos com comemorações.
Os dados fazem parte da Pesquisa de Intenção de Consumo realizada pelo Sistema Comércio MS, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPF/MS), em parceria com o Sebrae/MS. O levantamento projeta gasto médio total de R$ 568,90 por consumidor.
A maior fatia dos recursos deve ficar com os presentes. A previsão é de que esse segmento movimente R$ 276,87 milhões. Entre os entrevistados, 62,58% afirmaram que pretendem presentear alguém, com gasto médio de R$ 289,52.
As comemorações, por sua vez, devem representar outros R$ 214,42 milhões. Segundo a pesquisa, 40,80% dos consumidores planejam celebrar a data, com desembolso médio estimado em R$ 279,39.
Para o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer, os números indicam oportunidade para que o varejo se prepare para um aumento do movimento, principalmente porque a maioria dos consumidores pretende realizar as compras presencialmente.
“Este é um período bastante oportuno para o empresário se preparar e atrair o consumidor, visto que temos uma tendência de forte crescimento, uma vez que a pesquisa aponta que a grande maioria pretende realizar suas compras presencialmente. Então, é o momento de o varejo oferecer um comércio preparado, focando no bom atendimento, na variedade de produtos e em benefícios reais e atrativos para o pagamento à vista”, afirmou.
Brinquedos lideram preferência
Os brinquedos continuam no topo da lista de intenção de compra e foram citados por 72% dos consumidores. Em seguida aparecem calçados, tênis e chuteiras, com 17%.
A pesquisa mostra ainda que, em boa parte dos casos, são as próprias crianças que definem o que será comprado. Para 53,94% dos entrevistados, a escolha final do presente cabe ao pequeno que vai recebê-lo.
Os filhos aparecem como principais presenteados, mencionados por 48,54% dos consumidores. Na sequência estão os sobrinhos, com 27,13%, e os netos, com 23,06%.
O comércio físico permanece como principal destino dos consumidores. Entre aqueles que pretendem sair às compras, 67,34% preferem as lojas localizadas nas regiões centrais das cidades, enquanto 17,73% devem procurar estabelecimentos nos bairros.
Na hora de fechar negócio, o desconto para pagamento à vista aparece como principal fator de decisão para 66,26% dos entrevistados.
O Pix será a modalidade mais utilizada, escolhido por 39,45% dos consumidores. O cartão de crédito parcelado aparece em segundo lugar, com 20,71%, seguido pelo dinheiro em espécie, com 19,7%.
Segundo o analista-técnico do Sebrae/MS Paulo Maciel, o fato de muitas crianças participarem diretamente da escolha do presente exige atenção especial dos comerciantes à exposição dos produtos.
“Mais da metade dos consumidores deixa a própria criança escolher o presente. Portanto, caprichar na vitrine, deixar o produto ao alcance e facilitar a experimentação faz toda a diferença na hora da venda. A combinação de uma presença física bem trabalhada no comércio local, produtos atrativos para os pequenos e a agilidade do Pix, atrelada a descontos, é o que o consumidor mais valoriza e o que garante o fechamento do negócio neste ano”, ressaltou.
Reunião em família é preferência
Entre os consumidores ouvidos, 51,4% são mulheres e 48,6% homens. A maior parcela, equivalente a 43,18%, possui renda familiar entre um e três salários mínimos. Outros 42,31% trabalham sob o regime da CLT.
Entre aqueles que pretendem comemorar o Dia das Crianças, 53,22% disseram que devem reunir a família e preparar uma refeição em casa. Já 14,04% pretendem celebrar em lanchonetes, restaurantes ou sorveterias.
A pesquisa ouviu 2.515 pessoas entre os dias 15 e 25 de agosto em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Bonito, Corumbá e Ladário, Naviraí, Nova Andradina e Três Lagoas.
O levantamento foi realizado por meio de entrevistas em pontos de fluxo. A margem de erro varia de cinco a seis pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.






