A candidata a deputada federal Viviane Luiza reuniu mulheres de diferentes segmentos para firmar compromissos com pautas relacionadas às mulheres negras, mães atípicas, moradia e ação comunitária, gestoras de políticas para as mulheres e mulheres indígenas.
O caderno apresentado pelas representantes reúne propostas construídas a partir da realidade e das experiências das mulheres diretamente afetadas pelas políticas públicas.
“Dizem que, quando uma mulher chega ao poder, ela abre a porta para todas, porque ela nunca chega sozinha. Nós estaremos juntas, com todos os segmentos, porque eu não seria ninguém se não fosse por todas”, afirmou Viviane Luiza.
Viviane destacou que os documentos serão considerados na construção de seu projeto político, como uma contribuição coletiva para uma atuação comprometida com direitos, dignidade, participação e oportunidades.
Representando o governador Eduardo Riedel, a superintendente de Gestão e de Normas Educacionais, Adriana Recalde, reforçou que o Governo de Mato Grosso do Sul trabalha para implementar políticas que atendam às mulheres em seus diferentes segmentos. “Que possamos levar adiante esses pedidos e essa luta das mulheres, para atender às suas diversas necessidades, nos diferentes segmentos.”
Ela citou o EJA Mulher, que permite que mulheres retomem os estudos e levem os filhos com elas. “São diversos programas que foram criados e que precisam ser mantidos e fortalecidos para garantir todos os direitos das mulheres.”
A ex-senadora e presidente do PSDB Mulher Nacional, Marisa Serrano, destacou a importância de as mulheres ocuparem a política e terem voz na defesa de seus direitos e de suas famílias, ressaltando que essa luta também precisa envolver os homens. Ela defendeu ainda uma educação que ensine os meninos, desde cedo, a respeitar e valorizar as mulheres, contribuindo para relações mais igualitárias e de parceria.
Mulheres negras
Defendem o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência, com o fortalecimento do atendimento e do acolhimento às mulheres em situação de violência. Também reivindicam autonomia econômica, trabalho digno, qualificação e empreendedorismo, além de uma atenção à saúde humanizada e livre de racismo, considerando as necessidades específicas das mulheres negras.
Reivindicam mais recursos e atendimento especializado na saúde, educação inclusiva e profissionais de apoio nas escolas. Também pedem apoio às mães atípicas e aos cuidadores, fiscalização do cumprimento dos direitos garantidos em lei, recursos para entidades e projetos, revisão dos critérios do BPC, suporte às mães enlutadas e maior acesso das pessoas com deficiência à cultura, ao lazer e à convivência social.
Defendem o direito à moradia digna, ao saneamento, à regularização fundiária e ao acesso das comunidades a serviços básicos, como água, energia, coleta de lixo e endereço. A pauta inclui ainda o aperfeiçoamento do Aluguel Social para mulheres vítimas de violência, a prevenção da gravidez precoce, a regularização fundiária subsidiada, escolas de tempo integral e formas de gestão comunitária nos empreendimentos habitacionais.
Gestoras de políticas
Defendem o fortalecimento do financiamento e da estrutura das políticas para as mulheres, com fundos municipais, serviços especializados funcionando 24 horas, Casas-Abrigo e órgãos gestores municipais estruturados. Também reivindicam políticas que considerem as diferentes realidades territoriais e sociais, com atenção a mulheres indígenas, quilombolas, ribeirinhas, migrantes e de comunidades tradicionais. A pauta inclui ainda a ampliação da participação feminina na política, o combate à violência política, a formação de lideranças e o fortalecimento de políticas de cuidado e de acesso a creches.
Defendem maior participação e representatividade das mulheres indígenas na política e na construção das políticas públicas. A carta destaca a luta contra a violência, a criação de oportunidades, o empreendedorismo, o fortalecimento da cultura e a conquista de autonomia, além da importância de abrir caminhos para outras mulheres indígenas.






