A possível venda do Consórcio Guaicurus não pode interromper as investigações sobre os problemas do transporte coletivo de Campo Grande. Esse é o posicionamento do vereador Landmark Rios (PT), que defende a continuidade da intervenção municipal e a responsabilização da atual administração, mesmo com uma eventual mudança no controle da empresa.
Segundo o parlamentar, a troca de comando do consórcio deve ser acompanhada da obrigação de a futura administradora corrigir as irregularidades apontadas durante a intervenção e garantir melhorias efetivas no serviço prestado à população.
Desde o início da intervenção, Landmark acompanha os trabalhos de fiscalização. No início deste mês, ele participou de uma reunião com a equipe de interventores para discutir os principais problemas encontrados na operação do consórcio, entre eles a precariedade da frota, falhas na manutenção dos ônibus e outras deficiências que afetam diariamente milhares de passageiros.
Para o vereador, uma eventual negociação empresarial não pode servir para encerrar a apuração dos fatos ou isentar a antiga gestão de responsabilidades.
“A população não pode confiar apenas na promessa de que tudo será resolvido. É preciso garantir que a nova administradora coloque em prática todas as mudanças necessárias e que haja fiscalização permanente. O interesse público deve estar acima de qualquer negociação empresarial”, afirmou.
A melhoria do transporte coletivo é uma das principais bandeiras do mandato de Landmark. O vereador é autor do projeto Ar no Busão, que propõe a climatização da frota do transporte público, além de defender maior transparência na gestão do Consórcio Guaicurus e melhores condições para os usuários.
Na avaliação do parlamentar, a intervenção deve ser mantida até que todas as irregularidades sejam esclarecidas e, caso a venda do consórcio seja confirmada, a nova administração assuma compromissos concretos para elevar a qualidade do serviço.
“O que Campo Grande precisa não é apenas de novos donos para o consórcio. Precisa de ônibus melhores, fiscalização efetiva, respeito aos passageiros e um transporte público que funcione de verdade”, concluiu Landmark.


